Muito Barulho ?

Muito barulho?
Nervosismo, insônia e depressão podem estar relacionados à perda auditiva
A exposição exagerada do sistema auditivo humano aos vários tipos de barulho acelera o processo de perda de audição e causa outros problemas na vida das pessoas. “Além dos efeitos físicos, como as lesões na cóclea – onde as informações de alta freqüência são processadas – a perda de audição pode causar distúrbios psicológicos e problemas de comunicação”, explica o otorrinolaringologista Aníbal Arrais.

“Os efeitos psicológicos da perda de audição se manifestam de forma bastante claras. Há pessoas que de fato escutam menos, como os idosos. Nesse caso, o isolamento é comum. O paciente evita o convívio com a família e deixa de participar de reuniões e eventos. Isso faz com que a depressão e a insônia se instalem rapidamente”, diz o especialista.

Já no caso das crianças que tem seus órgãos sensoriais mais aguçados, esse declínio é mais difícil de ser percebido. Principalmente os bebês devem ser poupados de barulho exagerado, o que muitas vezes causa irritação e choro. Ainda na gestação, aproximadamente ao sexto mês da gravidez é possível que o feto ouça ruídos.

De acordo com a Organização Mundial de Saúde, 10% da população mundial apresentam algum tipo de deficiência auditiva. Na opinião do médico, as causas estão relacionadas com a exposição cumulativa ao barulho. “As pessoas são submetidas a diversos tipos de ruído todos os dias, tanto em suas casas, como nos locais de trabalho e vias públicas. O ronco do motor de carros e motos, sirenes, buzinas, aparelhos domésticos, lugares agitados, bares com música ao vivo, e principalmente os fones de ouvido utilizados com aparelhos eletrônicos e celulares são os grandes responsáveis pela perda gradativa da audição”.

Segundo o doutor Arrais, os problemas auditivos e seus desdobramentos variam de acordo com o grau de exposição. “No início, as pessoas costumam apresentar perdas temporárias que duram entre 12 e 14 horas, sendo restabelecidas em seguida. Quando o problema evolui, as perdas se tornam mais freqüentes e longas, com o surgimento de ruídos nos ouvidos. A audição não é restabelecida por completo e a perda se torna permanente”.

O especialista ressalta a preocupação com a identificação dos sintomas. “Por ser um efeito cumulativo, muitas vezes a pessoa não percebe as mudanças no grau da audição e se habitua ao problema”. Portanto, é preciso ficar atento a mudanças quase imperceptíveis relacionadas ao entendimento dos sons e sua sensibilidade. “A qualquer alteração, um especialista deve ser consultado. Normalmente, é através de um exame de audiometria que se detecta o tipo e o grau da perda auditiva”
Fonte :

 

http://semprematerna.uol.com.br/diario-materna/muito-barulho

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