Problemas respiratórios e o coronavírus

Qual a relação entre problemas respiratórios e o coronavírus? O agravamento da situação pandêmica da covid-19 no Brasil tornou necessário o atendimento especial relacionado à doenças respiratórias.

Os coronavírus causam doença respiratória de gravidade variável, podendo ser um resfriado comum ou uma pneumonia fatal. A covid-19 foi relatada pela primeira vez em 2019, na cidade de Wuhan, na China e começou a se espalhar por meio de contato próximo de uma pessoa com outra, principalmente através de gotículas respiratórias.

Os principais sintomas incluem:

  • Febre;

  • Tosse;

  • Falta de ar;

  • Dificuldade para respirar;

  • Fadiga.

O novo coronavírus (SARS-CoV-2) causa consequências graves aos pulmões e, por isso, problemas respiratórios. Alguns casos em que a doença avança, o paciente necessita de UTI e ventilação mecânica. 

Grupo de risco que pode desenvolver problemas respiratórios

Quando grupo de risco é mencionado, a expressão refere-se a pessoas que possuem fragilidades já existentes na saúde. Elas podem também ter mais chances de desenvolver problemas respiratórios. O Ministério da Saúde definiu a ordem de prioridade da vacinação de acordo com as comorbidades das pessoas. Segundo o Ministério, são elas:

  • Doenças cardiovasculares;

  • Insuficiência cardíaca (IC);

  • Cor-pulmonale (alteração no ventrículo direito) e hipertensão pulmonar;

  • Cardiopatia hipertensiva;

  • Síndromes coronarianas;

  • Valvopatias;

  • Miocardiopatias e pericardiopatias;

  • Doença da aorta, dos grandes vasos e fístulas arteriovenosas;

  • Arritmias cardíacas;

  • Cardiopatias congênitas no adulto;

  • Próteses valvares e dispositivos cardíacos implantados;

  • Diabetes mellitus;

  • Pneumopatias crônicas graves;

  • Hipertensão arterial resistente (HAR);

  • Hipertensão arterial – estágio 3;

  • Hipertensão arterial – estágios 1 e 2 com lesão em órgão-alvo e/ou comorbidade;

  • Doença cerebrovascular;

  • Doença renal crônica;

  • Imunossuprimidos (transplantados; pessoas vivendo com HIV; doenças reumáticas em uso de corticoides; pessoas com câncer);

  • Anemia falciforme e talassemia maior (hemoglobinopatias graves);

  • Obesidade mórbida;

  • Cirrose hepática.

Como especificado na lista anterior, pessoas com alguma das condições citadas precisam de cuidado redobrado quanto à prevenção de contágio.

Quais são as complicações respiratórias

O novo coronavírus, quando se apresenta em sua forma agressiva, pode levar a um quadro de pneumonia grave, impedindo o pulmão de passar o oxigênio do ar para o sangue.

Por isso, esses pacientes precisam de ventilação mecânica ou serem intubados para conseguirem respirar.

A forma grave da covid-19 é a Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), apresentada com sintomas de desconforto respiratório, pressão persistente no tórax e saturação menor que 95% em ar ambiente.

Ela ocorre quando o corpo produz uma tempestade inflamatória ou de citocinas, quando a inflamação é mais intensa do que o necessário para combater o vírus. Como consequência, os pulmões incham e prejudicam a passagem de ar.

Tratamento

Para casos em que problemas respiratórias se complicam por causa do covid-19, o paciente precisa de:

  • Iniciar a oxigenioterapia com O2 cateter nasal;

  • Tratamentos sintomáticos para febre e dor;

  • Uso de medicamentos corticoides;

  • Em casos de choque, fluidoterapia (administração de fluidos pelas vias oral, intravenosa e subcutânea).

Sequelas respiratórias 

Apesar de ser um novo vírus, uma constante tem sido observada em pacientes que se curam do coronavírus, que são as sequelas da doença. 

Uma delas é a diminuição das funções pulmonares, condição que causa fôlego curto e fibrose nos pulmões.

Para esses pacientes, é preciso um acompanhamento constante com médico especialista.

Se possível, só saia para fazer o essencial. Use álcool gel ou lave bem as mãos regularmente, mantenha distância de pelo menos 2 metros de outras pessoas e use uma boa máscara - as N95 ou PFF2 - são mais recomendadas.

Se você possui alguma fragilidade respiratória conhecida, ou se deseja se prevenir ainda melhor, consulte um otorrinolaringologista de confiança. A Clínica Regina Ortega possui um corpo de especialistas prontos para te atender. Estamos cumprindo todos os protocolos de segurança e de higienização. 

 

Dra. Regina Stela Roland Ortega

Otorrinolaringologista

CRM/SP 33487 / RQE 8904

 

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