O que causa a vertigem posicional paroxística?

O que causa a vertigem posicional paroxística benigna (VPPB)? Esse distúrbio é, na verdade, muito comum e sua principal característica é causar episódios de vertigem quando a posição da cabeça muda.

A sensação descrita por pacientes é como se, por um curto período de tempo - menos de um minuto -, o ambiente externo estivesse girando.

Essa desagradável sensação de tontura afeta a qualidade de vida de quem sofre com a VPPB. Apesar de ser uma condição benigna, ou seja, não ser perigosa à saúde, afeta o equilíbrio de pessoas.

Quais as causas da VPPB?

Geralmente, os episódios da vertigem posicional paroxística benigna (VPPB) são desencadeados por mudanças na posição da cabeça, simplesmente quando a pessoa vira a cabeça para um lado. 

Exemplos são quando alguém precisa alcançar algum objeto em uma prateleira ou algo que está situado à direita ou à esquerda da pessoa. Só esse movimento da cabeça, para quem é diagnosticado com VPPB, é suficiente para desencadear um episódio de vertigem.

Isso acontece porque partículas de cálcio que normalmente se posicionam em uma parte do ouvido interno se deslocam para outra parte do ouvido interno, mais especificamente no canal semicircular posterior.

O ouvido interno possui três desses canais semicirculares: o canal posterior recebe a maioria das partículas soltas durante a noite, pois está melhor posicionado para isso. Essas partículas, assim que são sedimentadas, pressionam o líquido no canal quando a cabeça muda de posição.

Como resultado, os receptores nervosos são estimulados e criam uma falsa sensação de movimento. Por isso são sentidas náuseas e tonturas.

E por que essas partículas se deslocam? O motivo mais comum é pelo envelhecimento da pessoa. Outros motivos envolvem:

  • Traumas e lesões na cabeça e ouvido;

  • Enxaqueca;

  • Osteoporose;

  • Doença de Menière;

  • Diabetes.

Sintomas da vertigem posicional paroxística benigna

O sintoma mais característico da vertigem é o episódio de tontura e náusea, no qual a pessoa sente como se estivesse girando. Pode vir acompanhada de vômitos.

A vantagem é que essa condição não dura muito tempo - pelo contrário, dura menos de um minuto. 

Como citado anteriormente, a condição é benigna. Apesar disso, os episódios podem levar a quedas, por isso, nesses casos, acaba se tornando perigosa.

Diagnóstico

Para descobrir se o paciente possui a vertigem posicional paroxística benigna, é realizado o teste de Dix-Hallpike ou teste de Nylen-Barany, manobra que consiste na movimentação da cabeça do paciente de forma a deslocar a endolinfa, o fluido contido no labirinto membranoso da orelha interna.

Para a manobra, o médico orienta o paciente a se sentar com a cabeça rodada lateralmente em 45 graus. Depois disso, o médico ou examinador faz um rápido e brusco movimento para o paciente deitar. Com a cabeça pendente para trás em aproximadamente 30 graus,  se houver um nistagmo (movimento dos olhos involuntários que faz com que eles se movimentem rapidamente de um lado para o outro), significa que o paciente é portador de VBBP.

Qual o tratamento da vertigem posicional paroxística benigna?

A boa notícia é que a VPPB é uma condição de fácil tratamento, pois as partículas precisam apenas serem movidas para fora do canal semicircular ou para outras partes do ouvido. 

Para isso, é preciso da realização de manobras de reposicionamento, sendo mais comum a  manobra de Epley, que melhora rapidamente a vertigem sentida. 

Nessa manobra, o paciente deve se sentar com postura ereta, pernas estendidas e cabeça girada em 45 graus. Depois, o paciente é forçado para trás e para baixo, deixando o paciente na posição da manobra de Dix-Hallpike, com o ouvido de frente para o chão.

Nesse momento, deve ser observado os olhos do paciente, a fim de checar o nistagmo dos olhos. Depois, o paciente é virado em 90 graus para a direção oposta para novamente observar-se o nistagmo.

Essa manobra deve levar cinco minutos para ser concluída e termina com o paciente em posição ereta, sentado.

Se necessário, o otorrinolaringologista pode receitar medicamentos para melhorar os sintomas.

 

Dra. Regina Stela Roland Ortega

Otorrinolaringologista

CRM/SP 33487 / RQE 8904

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