Descubra mais sobre a labirintite

Labirintite é uma desordem do ouvido interno. Ocorre quando algum dos nervos que levam informações ao cérebro sobre controle de equilíbrio e senso de espaço se inflamam e criam a condição chamada labirintite.   

Outros nomes para a labirintite são: neurite vestibular, neurolabirintite ou vestibulopatia periférica aguda.

É comum que pessoas que tenham tontura digam que estão com “labirintite”, porém é preciso de cuidado com a distinção entre os termos, já que nem toda tontura é sinal de labirintite. Nem toda labirintopatia (doença do labirinto) designa a labirintite.

Antes de falar sobre a labirintite, vamos entender as estruturas labirinto e ouvido interno. 

Labirinto e ouvido interno

O labirinto é a estrutura responsável pela função da audição e pelo equilíbrio do corpo. Ele é formado por duas partes. São elas:

  1. Cóclea: é a estrutura que converte vibrações sonoras em impulsos nervosos que vão até o cérebro.  É imprescindível para a audição.

  2. Sistema vestibular: é uma complexa rede de canais semicirculares que mantém o equilíbrio e fornecem informações sobre a orientação espacial do corpo.

Outra informação relevante sobre a estruturação do labirinto é que seu interior possui líquido usado pelo cérebro para interpretar diferentes movimentos e se manter equilibrado.

Agora, a seguir, vamos descobrir mais sobre a labirintite!

Sintomas da labirintite

Os sintomas da labirintite começam rapidamente e podem se estender por até vários dias. Sintomas incluem:

  • Tontura;

  • Vertigem;

  • Perda de equilíbrio;

  • Náusea e vômito;

  • Zumbido no ouvido;

  • Dificuldade de focar o olhar.

Quais são as causas da labirintite?

A labirintite pode acometer pessoas de qualquer idade. Ela pode ser causada por vírus e bactérias. Na verdade, uma variedade de fatores pode causar a labirintite, incluindo:

  • Infecções virais no ouvido interno;

  • Viroses estomacais;

  • Infecções bacterianas.

Fatores de risco para a labirintite são:

  • Fumar;

  • Beber muito álcool;

  • Estresse.

Como é feito o diagnóstico?

O diagnóstico da labirintite pode ser feito durante um exame físico. Em alguns casos, o diagnóstico não é óbvio, por isso, pode ser preciso outros exames que incluem avaliação a neurológica.

Esses exames são:

  • Eletroencefalograma (EEG);

  • Eletronistagmografia;

  • Tomografia computadorizada da cabeça;

  • Exames de audição (audiologia/audiometria);

  • Ressonância magnética da cabeça.

Os sintomas da labirintite podem ser confundidos com sintomas de outras condições, como:

  • Doença de Meniére;

  • Enxaqueca;

  • AVC;

  • Hemorragia cerebral;

  • Tumor cerebral.

Por isso é preciso de um bom especialista para fazer a discriminação entre as doenças. A doença de Meniére, por exemplo, é um distúrbio causado por ataque de vertigem recorrentes que dá uma sensação de giro e perda de audição flutuante. A Síndrome de Meniére não é o mesmo que labirintite, mas pode ser, na verdade, uma das causas. 

Tratando a labirintite

Em alguns casos, a labirintite pode desaparecer por conta própria. Porém, em outros casos, pode ser necessário o uso de medicamentos e de um tratamento com acompanhamento de um profissional.

Os sintomas da labirintite podem ser aliviados por meio de medicamentos antihistamínicos, medicamentos que diminuem tontura e náusea, sedativos e corticóides. 

Além disso, existem algumas técnicas que aliviam a vertigem. São elas:

  • Evitar rápidas mudanças de posição ou movimentos bruscos;

  • Ficar sentado parado durante uma crise de vertigem;

  • Levantar-se devagar de uma posição sentado ou deitado;

  • Evitar telas de computadores, celular e televisão durante a vertigem.

É possível também realizar a reabilitação do labirinto, uma terapia realizada em várias sessões para melhorar o desempenho de todo o sistema de equilíbrio. Esse tipo de reabilitação é muito indicado para pessoas idosas.

O otorrinolaringologista é o especialista que diagnostica a labirintite. Por isso, em caso de sintomas de labirintite, procure por esse médico. Para facilitar o diagnóstico, é importante dizer na consulta os sintomas e há quanto tempo apareceram e histórico médico.

 

Dra. Regina Stela Roland Ortega

Otorrinolaringologista

CRM/SP 33487 / RQE 8904

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