Zumbido no ouvido: som para a vida toda

Os jovens estão cada vez mais se arriscando a desenvolver problemas auditivos. Uma pesquisa coordenada pela médica otorrinolaringologista Tanit Sanchez, da Faculdade de Medicina da USP, mostrou que a incidência de "zumbido" entre pessoas com menos de 25 anos tem crescido 20% ao ano.O zumbido é um barulho constante, que pode variar em intensidade, podendo soar como um leve chiado (do tipo "televisão fora do ar") ou como o canto estridente da cigarra. Além do incômodo, o zumbido pode ser o primeiro sintoma de um problema mais sério, nem sempre reversível, que só vai ser percebido muitos anos mais tarde. 

Uma pesquisa feita pelo National Institutes of Health, dos Estados Unidos, mostra que 24% da população sofre com esse problema auditivo, sendo que esse percentual era de apenas 15% há 15 anos. Ou seja, os hábitos da vida moderna têm aumentado os riscos de lesão auditiva. Daqui a 30 anos, dizem os cientistas, pode chegar a 42% o número de pessoas com algum tipo de comprometimento auditivo.

Os jovens estão mais expostos porque, entre outras coisas, têm preferência por ouvir suas músicas no volume máximo. De acordo com o médico Wander Lopes Amorim, otorrinolaringologista, a resistência do organismo ao ruído varia para cada indivíduo, mas a medicina fixa uma média de 85 decibéis (unidade que mede a intensidade do som) como o limite de segurança para o ouvido humano. 

Para se ter uma ideia, o som de trânsito intenso alcança 80 decibéis, enquanto um show de rock chega a 120 decibéis. Uma turbina de avião a jato emite ruídos da ordem de 140 decibéis, o que pode provocar até o rompimento do tímpano (membrana que fica dentro do ouvido e faz parte do nosso sistema de audição).

O ouvido interno é uma estrutura delicada do corpo humano, podendo ser afetada também pelo estresse e por maus hábitos de alimentação - dois fatores muito presentes na vida dos jovens. "O zumbido aumenta com a ingestão de cafeína, bebida alcoólica e drogas, podendo se manifestar também quando os níveis de açúcar no sangue estiverem muito altos, ou muito baixos", explica Wander Amorim.

O médico acrescenta que, em condições normais, é por volta dos 45 anos que uma boa parte dos seus pacientes começa a apresentar algum grau de comprometimento da audição, embora muitas pessoas possam atingir uma idade avançada mantendo a audição perfeita. 

Fique atento

1) Cerca de 15% a 20% da população em geral têm zumbido no ouvido. No Brasil, significa algo em torno de 25 a 30 milhões de pessoas, das quais somente 15% se sentem incomodados a ponto de procurar orientação médica.

2) Cerca de 30% a 35% das perdas de audição são creditadas à exposição a sons intensos, sejam eles em ambiente profissional (ocupacional) ou não (lazer e aparelhos eletrônicos, principalmente).

3) O volume de aparelhos de som individuais (tocadores de mp3) podem chegar a 100-110 decibéis. Alguns países, como o Canadá, limitam o volume máximo na fabricação desses aparelhos. No Brasil ainda não há nenhuma restrição, apenas projetos de lei.

4) O uso de iPods e similares apresenta maior risco, pois os fones são inseridos no canal auditivo, levando o som diretamente aos tímpanos, sem nenhum meio de proteção às delicadas estruturas que compõem a orelha interna. Os fones tipo "concha" são os mais benéficos, desde que o volume seja razoável.

5) A surdez relacionada à exposição a sons intensos é cumulativa. Uma vez cessado o fator causador (exposição a ruído), a perda de audição estaciona, mas não regride.

6) O zumbido em si não é uma doença, mas um sintoma, que pode ser causado por pressão alta, diabetes, aumento de colesterol, doenças da tireóide ou outras causas. 

7) Hábitos como abuso de café ou medicações (antibióticos, anti-inflamatórios, diuréticos etc.) também podem causar zumbido.

Fonte: Sociedade Brasileira de Otologia

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