Deficiência auditiva: Só tem crescido!

A deputada anfitriã Renate Sommer, alemã, do Partido Popular Europeu, sigla em inglês (EPP) introduziu o debate, na abertura, dizendo que nós estamos, atualmente, diante do principal assunto relacionado à saúde, na Europa que é deficiência auditiva. Nós iremos enfrentar, principalmente no futuro rumo ao ano de 2050, problemas uma vez que haverá um número maior de pessoas acima de 65 anos de idade na Europa nos anos vindouros, e somado a isso, o fato de que a longevidade tem aumentado.

A vice presidente da Federação Europeia de Pessoas com Deficiência Auditiva, sigla em ingês EFHOH, Lidia Best fez uma avaliação de debates almoços anteriores, no Parlamento Europeu, e disse que estes eram muito importantes para pessoas com deficiência auditiva, na Europa, e que deficiência auditiva e profissionais de saúde auditiva deveriam ser colocados na agenda da União Europeia, como também no Parlamento Europeu.

Um problema em crescimento e com efeitos secundários

O presidente da Associação Europeia de Profissionais de Aparelho Auditivo apresentou uma série de dados, mostrando o número de pessoas com deficiência auditiva que surgirá nos próximos anos, como deficiência auditiva em maior escala dependendo da idade, e ressaltou também que o número de idosos acima de 65 anos crescerá consideravelmente nos próximos 30 anos. Do mesmo modo é o caso de declínio cognitivo e demência, os quais estão relacionados à idade. O risco de demência aumenta de 2 a 5 vezes quando a deficiência auditiva não é tratada.  Mark Lauryens enfatiza, pois, a importância de cuidados profissionais de saúde, diz que  deficiência auditiva é um fator modificador de risco para demência. Ele acrescenta também que estudos recentes têm revelado que intervenções contra deficiência auditiva acompanhadas de saúde auditiva eliminam aumento de risco.

Shelly Chadha da Organização Mundial da Saúde, sigla em inglês (WHO) falou sobre qual seria a expectativa do mundo para os próximos 30 anos no que diz respeito à deficiência auditiva. Mais e mais pessoas, no mundo inteiro, terão deficiência auditiva devido o aumento da população e o número de pessoas idosas. A previsão da  Organização Mundial da Saúde para o ano de 2050 é de que cerca de 900 milhões de pessoas terão deficiência auditiva eliminada. É importante que nos preparemos para o futuro com estratégias para previnir e abordar deficiência auditiva.

Consequências pessoais e sociais

A Professora Hélène Amieva, Inserm, de Bordeaux fez um resumo de artigos científicos recentes baseados em resultados de um estudo longitudinal com 3.800 pessoas que foram observadas durante 25 anos. Os resultados mostram que deficiência auditiva, não tratada em grande escala, aumenta o risco de pacientes  se tornarem dependente de outros, como  também de desenvolver demência. No entanto, o uso de aparelho auditivo elimina totalmente ambos os riscos.

A Professora emérita Bridget Shield, da universidade South Bank University, em Londres, fez uma introdução de sua próxima pesquisa acerca de custos sociais e econômicos voltados para deficiência auditiva não tratada. O estudo irá provar que custos com qualidade de vida e produtividade, devido à deficiência auditiva não tratada, são muito significativos, acima de 500 bilhões de euros na União Europeia a cada ano. Para isso, devem ser acrescentadas despesas com saúde associadas à deficiência auditiva, taxas baixas devido a salários baixos  de pessoas com deficiência auditiva, mais pagamentos de benefício social devido o aumento de desemprego entre pessoas com deficiência auditiva, e custos com saúde associado à doenças decorrente de deficiência auditiva. O estudo está planejado para ser publicado, no mais tardar, em 2018.

Um assunto ainda delicado

Anne-Sophie Parent, Secretária Geral da Age Plataform Europe, afirmou que deficiência auditiva entre pessoas acima de 50 anos, as quais são representadas pela Age Platform Europe ainda é um tabu, e para muitos de seus membros a enfermidade está associada à velhice relacionando-a à pessoas com idade de 80 anos ou algo próximo. Deficiência auditiva é silenciosa e invisível, e muitos idosos ainda a conservam só para si, ou não são cientes da mesma.  Anne-Sophie Parent questiona também o fato de que enquanto cuidados auditivos profissionais de crianças e jovens são considerados na maioria dos estados membros da União Europeia, deficiência auditiva entre idosos é mais ou menos negligenciada e ignorada nas políticas de saúde em muitos países.

Apelo aos estados membros

O co-anfitrião e deputado Heinz Becker da Áustria, do Partido Popular Europeu, sigla em inglês (EPP), finalizou o debate resumindo os resultados, e ao concluir disse que a política de saúde está cuidando de cada membro estado da União Europeia. O Parlamento Europeu só pode apelar  para os estados membros afim de atentarem para as questões de deficiência auditiva, como também para importância de saúde auditiva, considerando seriamente como assunto principal de saúde que irá crescer nos próximos anos.

As organizações por trás dos debates

O debate almoço foi organizado pela Federação Europeia de Pessoas com Deficiência Auditiva, (EFHOH), Plataforma AGE Europa, Age Platform Europe, a Associação Europeia de Profissionais de Aparelho Auditivo, (AEA) e Associação Europeia de Fabricante de Instrumento Auditivo (EHIMA).

Fonte :https://www.hear-it.org/pt/principal-assunto-relacionado-saude-que-so-tem-crescido-deficiencia-auditiva

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