Férias radicalize no esporte , mas sem vertigem!

Radicalize no esporte, mas sem vertigem!

Mergulhadores e praticantes de vôo livre são alguns dos esportistas afetados pelo barotrauma, que pode provocar dor intensa, perda auditiva, zumbido e tontura

Os adeptos de esportes radicais são ávidos por aventura, seja na terra, na água ou no ar. As atividades desafiadoras ganham cada vez mais seguidores pelo mundo. São mergulhadores, balonistas, praticantes de vôo livre, entre muitos outros, que lidam com frequência com o limite do corpo e da mente. Mas, para esses atletas, um problema pode pôr em risco não só a aventura, mas a saúde também: o barotrauma. 

“Trata-se de traumas causados no nosso corpo pela diferença de pressão atmosférica. Nosso ouvido se assemelha a um tambor fechado pela membrana do tímpano. Esse “tambor” é aerado por uma passagem que permanece fechada – a tuba auditiva. Quando varia a pressão externa, a pressão dentro desse tambor é equalizada pela tuba auditiva. É o que acontece quando descemos uma serra e o nosso ouvido fica tapado. À medida que a pressão externa vai aumentando, força a membrana timpânica para dentro, causando essa sensação”, explica Fernando Ganança, otoneurologista da Unifesp. 

Por isso, os praticantes de esportes radicais como mergulhadores, que realizam atividades em espaços com diferentes pressões atmosféricas, precisam ficar atentos para evitar que ocorra um barotrauma no ouvido, pois o atleta corre o risco de surdez. 

“O barotrauma no ouvido pode provocar dor intensa, perda auditiva, zumbido e tontura. Se a variação da pressão for intensa e não houver compensação por causa da obstrução da tuba auditiva, pode ocorrer hemorragia. É o que chamamos de hemotímpano. Pode sobrevir dor intensa, surdez e vertigem, afetando a realização de práticas esportivas e causando um desconforto que pode ser intenso e prejudicar a realização das atividades do dia a dia”, explica Ganança.

O especialista complementa que no caso dos seios parasanasais (cavidades dos ossos da face), que têm uma estrutura muito semelhante, ocorre dor. O problema pode se tornar crônico em processos inflamatórios das mucosas nasais e do ouvido, como o caso das rinites, gripes, etc.

Para evitar esse tipo de trauma, o médico Fernando Ganança explica que os esportistas radicais precisam equalizar a pressão interna com a pressão externa. “Uma dica é soprar o ar com a boca fechada ou abrir a boca, porque nessas ocasiões abrimos a tuba auditiva. Essa abertura permite a entrada ou saída de ar do ouvido”, explica Ganança.

De acordo com o especialista, no caso dos mergulhadores, é preciso ficar atento com a alteração das pressões logo no início da descida. “Para todos os atletas radicais é recomendado ir compensando a pressão dentro dos ouvidos aos poucos. Outra atitude muito prática é mascar um chiclete”, revela.

Para o especialista, os esportistas mais afetados pelo barotrauma são os que apresentam alergias das vias respiratórias em consequência do edema que as mucosas costumam apresentar nesses casos. Se surgir algum problema, Ganança recomenda interromper a prática esportiva e procurar assistência médica especializada. 

O tratamento do barotrauma pode ser medicamentoso e/ou cirúrgico, dependendo da causa e da intensidade do problema. “O ideal é que o paciente procure sempre a ajuda do médico especialista para tratamento das manifestações clínicas, identificação de fatores predisponentes e prevenção de futuros episódios”, finaliza.

Fonte : http://www.sentirtontura.com.br/tontura-e-qualidade-de-vida

NEWSLETTER

Assine nossa newsletter e fique informado!

Desenvolvido por Fábrica de Tempo

Marcação de consulta Online

Rui Carlos Ortega Filho - Doctoralia.com.br
ou preencha o formulário abaixo:

  • Etapa 1
  • Etapa 2
cancelar CONTINUAR

Informações de exames: (escolha primeiro se é particular ou convênio)

cancelar